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PANORAMA
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Mercado mescla otimismo e prudência
Segmento de seguros demonstra otimismo para os próximos anos, mas a expansão do setor depende de a economia crescer de maneira sustentável.
O mercado segurador brasileiro nunca teve em sua história condições
tão favoráveis ao crescimento quanto as que se apresentam
atualmente. Esta é a opinião praticamente unânime
entre corretores, seguradores e demais representantes do setor. De fato,
dados divulgados no mercado mostram que a economia brasileira vive um
bom momento.De acordo com o Banco Central, a inflação anual de 2007 deve fechar em torno de 4,5% e as reservas internacionais do país estão em um patamar de US$ 178 bilhões. A balança comercial, segundo informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, apresenta expectativa de superávit de US$ 42 bilhões neste ano. Diante desses números, é justificável que os agentes do mercado segurador sintam-se otimistas em relação ao futuro. No entanto, eles reconhecem a existência de variáveis que, se não forem bem administradas, podem acarretar problemas futuros em diversos segmentos da atividade econômica. ![]() ![]() "As perspectivas são bastante positivas para os próximos cinco anos. Mas é preciso que cada agente que atua no setor - seja do poder público, seja da iniciativa privada - cumpra seu papel. Somente assim será possível transformar em realidade o grande potencial de crescimento que os segmentos de seguros e de previdência privada possuem", resume o Superintendente da Susep, Armando Vergílio dos Santos Júnior. O crescimento do mercado de seguros está diretamente relacionado ao crescimento da economia. "Foi assim em todos os países que saíram da condição de 'em desenvolvimento' para 'desenvolvidos', e o Brasil não fugirá à regra", assegura o Superintendente da Susep. Para Armando Vergílio, nos próximos quatro anos, a indústria do seguro terá todas as condições de aumentar substancialmente sua capacidade de atuação. Ele entende que, em 2011, o mercado segurador deverá representar 6,5% do PIB nacional, estimado pelo IBGE em R$ 3,6 trilhões. "Estamos falando, portanto, de um mercado de R$ 230 bilhões", completa. Transformações O Presidente da Fenacor, Roberto Barbosa, enxerga outros motivos para acreditar em uma expansão significativa do setor no próximo quadriênio. "O crescimento da economia e do próprio poder aquisitivo da população é fundamental. No entanto, o segmento está passando por transformações importantes que, igualmente, trarão movimentos comerciais de grande monta", afirma. Ele revela que uma das grandes novidades do mercado será a mudança no seguro de vida. "As entidades que representam os corretores de seguros já solicitaram à Susep mudanças nos produtos de vida, que os tornem mais atraentes aos consumidores, como a possibilidade de recuperar o capital investido ainda em vida, após alguns anos de investimentos em prêmios, como já existe em vários países da Europa", diz. ![]() "O segmento de seguros está passando por transformações importantes que, igualmente, trarão movimentos comerciais de grande monta." Roberto Barbosa A abertura do mercado de resseguros também trará muitas mudanças ao mercado. Segundo Barbosa, com a chegada de importantes resseguradoras internacionais, será possível colocar no mercado novos produtos e serviços, ainda inexistentes no Brasil, mas bastante difundidos em mercados mais sofisticados, como o norte-americano, o europeu e o japonês. "Além disso, o acirramento da competição entre as seguradoras deverá beneficiar os consumidores, até mesmo em termos de preços", avalia. Para o titular da Fenacor, outro fator que deve impulsionar o mercado será o microsseguro, espécie de seguro de baixo valor, com prestações inferiores a R$ 10,00 por mês. "Trata-se de um nicho muito pouco explorado e que pode ser difundido por meio de diversos tipos de produtos, como incêndio, vida, prestamista, etc. Estamos falando, na verdade, da inclusão de 100 milhões de pessoas ao mercado segurador brasileiro", acrescenta. Unibanco AIG Para a Unibanco AIG, 2007 foi um ano de importantes conquistas e, para 2008, a expectativa é crescer além da média do mercado. Segundo o Diretor Executivo de Vendas da Seguradora, André Rutowitsch, o Canal Comercial foi um dos principais destaques da companhia em 2007, tendo contabilizado, até novembro, um crescimento de 16% no faturamento em relação a 2006. ![]() "As perspectivas são bastante positivas para os próximos cinco anos. Mas é preciso que cada agente - seja do poder público ou da iniciativa privada - que atua no setor cumpra seu papel." Armando Vergílio dos Santos Júnior "O trabalho tem sido fantástico. A parceria e as estratégias utilizadas junto com os corretores fizeram com que obtivéssemos resultados importantes em saúde, vida em grupo, previdência e no segmento voltado a pequenas e médias empresas. Com isso, nosso mix tem crescido em qualidade", afirma. O executivo também lembra que as condições macroeconômicas brasileiras estão bastante propícias ao crescimento do mercado segurador. "O ano de 2008 será intenso, mas acredito que iremos superar a média de crescimento do mercado", completa. O Superintendente Comercial, Ronaldo Henriques, destaca algumas das ações do Canal Comercial em 2007: investimentos voltados ao atendimento ao corretor, especialmente em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, com a inauguração de novas unidades e a contratação de 16 novos gerentes de atendimento; foco nas ações de treinamento; e diversificação das campanhas de vendas. "O Catálogo de Prêmios do Rally dos Guerreiros é um ótimo indicador. Mais de 3 mil corretores foram premiados, superando em mais do que o dobro a campanha anterior", diz. |
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