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SEM GAFES
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Nossa língua Portuguesa
Erros de português e uso de gírias e jargões específicos do ramo de seguros podem prejudicar as relações profissionais.
Numa reunião de negócios, um dos presentes aproveita um
momento de descontração para falar sobre assuntos mais amenos
e pergunta ao interlocutor qual é seu time de futebol favorito.Ao enveredar para questões futebolísticas, corre-se o risco de deparar-se com um torcedor rival, o que pode até ser divertido. No entanto, é quase certo que a língua portuguesa seja atingida, pois a maioria das pessoas irá dizer que "torce para ...". Quando revela que torce "para" um determinado time, a pessoa está cometendo um dos erros mais comuns do nosso idioma. Neste caso, o verbo torcer pede a preposição "por" e não "para". Em determinadas situações, os erros de português podem ser um detalhe difícil de esquecer, causando, eventualmente, problemas nas relações profissionais. Quem nunca leu ou ouviu frases com a seguinte construção: "O cliente trouxe o contrato para mim ler", quando o correto seria para "eu ler". Explica-se: "eu", em frases desse tipo, exerce a função de sujeito. Outro erro comum: "A perca foi grande", no lugar de "A perda foi grande". Leitura Quando o tema é língua portuguesa, os especialistas são unânimes em frisar que o idioma é "extremamente rico, cheio de segredos e sutilezas". A consultora em Recursos Humanos da Catho, Gláucia Santos, diz que "só escreve bem que lê regularmente". Por isso, a leitura e o treinamento constante são as dicas para quem quer melhorar a escrita e a fala. Gláucia observa que a fala faz parte da apresentação pessoal. "Quanto mais severidade, assertividade e postura formal a pessoa transmitir, mais fácil será, por exemplo, fechar um contrato com o cliente, comunicar-se com o superior de uma empresa ou mesmo conseguir uma promoção", destaca. O bom e velho dicionário A degradação do ensino de português e a difusão da internet como meio de comunicação - que resultou na propagação de novas expressões, gírias e formas de escrever palavras e frases - explicam a dificuldade que muitos profissionais apresentam no uso do idioma em contatos formais. Por isso, ressalta Gláucia, "o profissional deve estar sempre atento e se policiar, porque, nas relações de trabalho, é necessário manter certa formalidade". Nem todos são obrigados a ter um português castiço e conhecer todas as regras gramaticais. Por isso, além da leitura constante, outra dica importante é não se intimidar. Nunca deixe de esclarecer suas dúvidas sobre concordância, conjugação de verbos, acentuação e outras. Consulte um dicionário ou um especialista no assunto. Outra boa opção são os livros que mostram como evitar os erros mais comuns do idioma e explicam, sem complicação, as principais regras gramaticais. Evite o "segurês" O uso de jargões é outro problema que pode prejudicar as relações profissionais. O jornalista e corretor de seguros Antonio Penteado Mendonça diz que muitos colegas teimam em usar uma linguagem imprópria. "Muitos deles gostam de empregar palavras difíceis e insistem em falar o 'segurês', uma língua técnica, estranha e complicada". Como ocorre na maioria dos casos, nem o corretor sabe exatamente o significado do termo que está apresentando ao segurado. Quando isso ocorre, fica estabelecido o que o especialista chama de "zona cinzenta". Ou seja, "o corretor acha que o termo significa uma coisa, o segurado entende outra, e a companhia seguradora, por sua vez, interpreta tudo de maneira diferente". Por que, no relacionamento com o segurado, usar termos como "dano máximo provável" no lugar de "o prejuízo máximo que você pode ter é tal"?, questiona Penteado. Segundo ele, para evitar mal-entendidos, o ideal é usar uma linguagem simples, sem complicação. Lembre-se de que, em caso de dúvida, deve-se recorrer ao dicionário específico do ramo de seguros. |
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